
Voltar ao início, confiar que ainda há tempo. Aquelas vezes em que se vai a meio do caminho, e a metade que ainda falta não nos faz sorrir a alma. Re-escrever. Re-criar. Re-pensar. Re-sonhar. Re-pintar. Re-querer. Re-ser. Acontece. Apagar o que está escrito a lápis e reescrever a primeira linha como se fosse a primeira vez que se encosta no papel. Pressionar a "backspace" até que mais nenhum caracter reste no ecrã.
Começou a pintar a parede do quarto de verde-lima, a meio e com 3 latas de tinta à espera de serem usadas, pára tudo porque um vermelho daria muito mais a energia que se procurava. Vai, compra tinta branca pra passar por cima do verde-lima e mais 4 latas de tinta vermelha. E re-começa a trabalhar na parede, até que ela fique com a cor que sentes.
Acredito em sentir, acredito em fazer o que se sente e não o que o consciente diz que é o certo sentir. Não que o Grilo que ajudou o Pinóquio deixe de ter importância. Mas às vezes, sinto que a nossa consciência está cada vez mais consciente, a cada vez ligada demais à realidade cheia dos "tem-que", "devia ser" e "certo seria". Acredito que tem que haver uma pitada de realidade em tanto sentir, e não o oposto.
Acredito em pessoas que passam anos a trabalhar em Direito e sem que ninguém perceba como nem porquê, descobrem a vocação em Gastronomia. E fazem as malas.
Acredito em quem tem o despeito de recomeçar do nada. Em quem se dê ao direito de ser fénix. E renascer. Renascer tantas vezes quantas forem precisas. Renascer sempre que se deixe de sentir o que se vive.
Se não sentimos, então não está certo.
elle.
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